História de Patrocínio

Fonte: patrocinio.mg.gov.br

O município de Patrocínio teve o seu surgimento como ponto de parada dos bandeirantes, que por aqui passavam, tendo como objetivos principais: ponto de abastecimento de suas bandeiras e de acomodação. Expedições estas formadas por bandeirantes do século XVII que vinham das regiões de São Paulo/Goiás, em busca de ouro e índios
O Conde de Valadares em 1771, pediu ao Capitão Inácio de Oliveira Campos, que fizesse explorações e “escavações” na região. Partindo de Pitangui, chegou aos “campos de Catiguá ou Salitre”, destruiu grandes quilombos no vale do Rio Dourados e, em 1773, formou o primeiro núcleo de habitação, a fazenda com o nome de Brumado dos Pavões, que se torna posse da Vila de Pitangui. Com a demarcação da sesmaria de bebedouro do Salitre, a região se incorpora oficialmente à Capitania de Goiás, transformando o Bromado no povoado de Salitre. A mando do Capitão-General de Minas Gerais, o Conde de Valadares, envia o Capitão Inácio de Oliveira Campos para dar início à construção de uma casa e um monjolo no lugar chamado “Catiguá”, ficando este a esquerda do córrego Bromado, hoje Córrego Padre Matias. Foi feito o plantio de roças para abastecimento das bandeiras que por ali passavam. Em 1772, foi ordenado pelo Conde de Valadares, Capitão-General de Minas Gerais, ao Capitão Inácio de Oliveira Campos que agilizasse uma fazenda, para abastecimento dos viajantes que passavam de Minas para Goiás, passando por Pitangui, desenvolvendo assim a criação de bovinos.
Inácio de Oliveira Campos foi então, o fundador da cidade de Patrocínio, vindo para cá com a finalidade de buscar ouro e abastecer as bandeiras. Só nos meados de 1738 deu-se o início da povoação com a chegada do Padre Leonardo Francisco Palhano, pois era um sacerdote de alta têmpera, sendo nomeado pelo Bispo do Rio de Janeiro, a pedido do Conde de Assumar, para Vigário do sertão do Rio São Francisco.
Quando o Capitão Inácio de Oliveira Campos chegou aqui adoeceu, ficando completamente inválido. Patrocínio foi administrado por sua esposa Dona Joaquina de Pompeu, que se transformou numa autêntica matriarca, enviando gado para o Rio de Janeiro a fim de auxiliar as tropas de Dom Pedro I na luta pela Independência do Brasil. Podemos dizer que as principais famílias mineiras e os grandes políticos foram seus descendentes, de acordo com as lendas fantasiosas a seu respeito. Em 1793, aparecem os primeiros habitantes definitivos de Patrocínio. O comércio do arraial se fazia com Ouro Preto, Paracatu e Diamantina. Em 1800, foi cedido o terreno para a construção da capela pelo posseiro Antônio de Queiroz Teles. Daí por diante, começou o desenvolvimento do arraial. Com boas pastagens e a preferência dos boiadeiros em pouco tempo passa a denominar-se arraial da Senhora do Patrocínio. O historiador Saint-Hilaire esteve em Patrocínio no século XIX e relatou em um diário de viagem o que viu:
“Em 1819 constava-se aí uma quarentena de casas muito pequenas, construídas de barro e madeira, cobertas de telhas e sem rebôco. Estas casas, dispostas em duas filas, formam uma praça alongada no meio da qual está construída uma pequena capela, edificada como as próprias casas, de madeira e barro. Patrocínio é uma sucursal de Araxá e tem um vigário encomendado” ( Saint-Hilaire 1944, p. 240).
Os moradores do povoado erguem, em 1804, uma casa de oração sob a proteção de Nossa Senhora do Patrocínio e registrou-se a “Provisão de Licença”, estendendo-se o nome de Nossa Senhora do Patrocínio ao arraial de Salitre, onde, hoje, se encontra a atual Igreja Matriz. O arraial foi elevado à categoria de curato em 1829, mantendo o nome de Nossa Senhora do Patrocínio, indo à condição de Paróquia 10 anos mais tarde. Em 07 de janeiro de 1833, foi criado o município de Araxá, desmenbrando-se de Paracatu. Inclusive o de Patrocínio, passando a cidade 32 anos mais tarde. Em 09 de março de 1839, através de Lei Municipal nº 114 criou-se a Paróquia de Nossa Senhora do Patrocínio, sendo o primeiro vigário Padre José Ferreira Estrela, tendo trabalhado até 25 de março de 1826. De acordo com a Lei Provincial nº 171 de 23 de março de 1840, foram criados a vila e o município de Nossa Senhora do Patrocínio, emancipando-se do município de Araxá. Em 7 de abril de 1842, foi elevada à Vila de Nossa Senhora do Patrocínio, tornando-se, oficialmente, município, atribuindo ao Capitão Francisco Martins Mundim o cargo de Presidente da Primeira Câmara Municipal. Em 30 de setembro de 1858, Patrocínio foi desmembrado, criou-se o município de Estrela do Sul, incluindo Araguari e Monte Carmelo. Em 29 de fevereiro de 1868, foi criado o município de Patos de Minas, desmembra-o de Patrocínio. Igreja Matriz a primeira construída no município. Em 1870, com grandes festas, o povoado de Nossa Senhora do Patrocínio foi reconhecido, oficialmente como arraial. O nome da cidade é devido a um fazendeiro muito rico, conta a lenda que, vendo sua única filha cair enferma, pediu a proteção de Nossa Senhora, prometendo a construção de uma capela, caso a moça ficasse curada. Com a graça alcançada, ergueu-se a casa de oração, tendo como padroeira Nossa Senhora do Patrocínio, o que significa “proteção”.
Também a escolha do nome da padroeira e do topônimo da cidade pode ser explicado pela fundação da fazenda “Brumado os Pavões”, que constituía o “patrocínio”, construído no percurso da picada aberta de Goiás. A construção de “Patrocínio” iniciou-se quarenta anos depois da abertura da picada, quando o governo da metrópole, para evitar desvios de ouro e pedras preciosas retiradas na região, criou, “pontos” de parada, para abastecimento e repouso. Em 12 de janeiro de 1874, criou-se a cidade de Patrocínio, através da Lei 1995, de 13 de novembro de 1873. Em 07/4/1842 foi instalado, oficialmente, o município de Patrocínio.
A Lei Estadual nº 2 de 14/9/1891 manteve o distrito-sede de Patrocínio. Com a instalação da estrada ferroviária em 1918 estacionava em Patrocínio o primeiro trem-de-ferro. O acontecimento transformou-se no grande meio de chegada de novidades e partidas de notícias e produções patrocinenses que atrairiam mais e mais pessoas que se integraram à comunidade, formando famílias e edificando empresas. Por força da Provincial n.º 1995 de 13 de novembro de 1873, a sede do município recebeu foros de cidade, instalando-se como tal, a 12 de janeiro de 1874. Da sua emancipação, em 7/04/1842 até o ano de 1930, a cidade era governada por Agentes Executivos, que eram os presidentes da Câmara Municipal, são eles:
1876 – Joaquim Pedro Barbosa, 1878 – José Fernando da Silva Botelho, 1883 – Marciano Hilário Ferreira Pires, 1886 – Antônio Silvestre de Novais, 1887 – Vicente José Crispiniano, 1887 – Bernardo de Morais Bueno, 1889 – Virgílio Ferreira Pires, 1892 – Teodoro Honorato Gonçalves, 898 – Antônio Fernandes da Silva Botelho, 1899 – Jacob Coelho Marra, 1901 – José Antônio Dias, 1905 – José Martiniano Alves de Souza, 1908 – Hermeto de Carvalho, 1911 – João Henriques de Castro, 1912 – Quintiliano Alves de Souza e Oliveira, 1912 – Artur Fernandes Botelho, 1919 – Osório Afonso da Silva, 1923 – Dr. Abdias da Silva Campos, 1928 – Orlando Fernandes Barbosa, 1928 – João Alves do Nascimento, 1930 – João Carvalho, 1930 – João Carvalho, 1930 – João Pereira de Melo.
A partir do ano de 1930, a cidade de Patrocínio passou a ser governada por Prefeitos, nomeados ou eleitos, que foram:
1930 – Francisco Batista de Matos, 1931 – Frederico Coelho Duarte, 1931 – Oscar Barreira, 1932 – Teodorico Andrade Lima, 1932 – Honório de Paiva Abreu, 1935 – João Barbosa, Joaquim Carlos dos Santos e Secundino de Faria Tavares, 1935 –Vicente Soares, 1940 – José Ribeiro Laje, 1940 – José Garcia Brandão, 1945 – Amir Amaral, 1947 – José Francisco de Queiroz, 1947 – Péricles Borges de Paiva, 1947 – João Alves do Nascimento, 1951 – Amir Amaral, 1955 – Mário Alves do Nascimento, 1959 – Enéas Ferreira de Aguiar, 1961 – Benedito Romão de Melo, 1963 – Mário Alves do Nascimento, 1967 – João Alves de Queiroz, 1969 – Valdemar Martins Lemos, 1971 – Olímpio Garcia Brandão, 1975 – Afrânio Amaral, 1983 – Amâncio Silva, 1986 – Afrânio Amaral / Carlos Ibrahim Daura, 1989 – Silas Brasileiro, 1993 – Júlio César Elias Cardoso, 1997 a 2000 / 2001 a 2004 – Roberto Queiroz do Nascimento, 2005 a 2008 – Júlio César Elias Cardoso, 2009 a 2012 – Dr. Lucas Campos de Siqueira
Se você conhece fatos e possui fotos importantes sobre a História de Patrocínio? Envie para imprensa@patrocinio.mg.gov.br
Atenciosamente agradecemos.
*ALMEIDA, Maria de Fátima Machado, pesquisadora; Chefe do Patrimônio Histórico da Fundação Casa da Cultura, que gentilmente cedeu este resumo para publicação no site oficial da Prefeitura Municipal de Patrocinio.

* DIAS, Cássio Ferreira. Histórico apresentado na monografia apresentada a FIP – Faculdades Integradas de Patrocínio, hoje Unicerp, como um dos pré-requisitos para obtenção de graduação no curso de Administração de Empresas. Patrocínio, 2004.

* SANARELLI, Alberto. Jornalista, responsável pela edição do Anuário de Patrocínio.

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